Mau Hálito (halitose) em animais de estimação

A boca de seu animal não cheira muito bem? Mau odor pode ser um sinal de problemas sérios, tais como doença periodontal, infecção oral ou sistêmica.   Portanto, discuta o problema com seu veterinário.

 

Mitos comuns: Verdadeiro ou falso?

Mau hálito em pets é normal

FALSO: Mau-cheiro não é normal. Assim como ocorre com humanos, mau hálito em animais de estimação é associado frequentemente a problemas dentários e requer tratamento para assegurar a boa saúde deles.

Pets não precisam de higiene oral frequente

FALSO: Mesmo com limpeza regular feita pelo veterinário, seu animal ainda precisa de escovação para manter o hálito saudável e os dentes brilhantes.

A boca deles se limpa sozinha

FALSO: Apesar de existir enzimas naturais na boca dos animais de estimação, estas sozinhas não manterão as bocas deles limpas. Resíduos se acumulam nos dentes e requerem escovação ou raspagem para manter a boca limpa.

Gatos não precisam de cuidados com os dentes

FALSO: Com frequência, gatos e cães de raças pequenas precisam de maior cuidado com a saúde da boca, em comparação a cães de raças maiores.

Gatos tem mau hálito porque comem comidas com cheiro forte

FALSO:  Mau-cheiro na boca do seu gato significa que ele tem um problema de saúde,

e você deve discutir isso com seu veterinário.

 

PREVENÇÃO É O MELHOR REMÉDIO

Você pode evitar o mau hálito e problemas dentais com cuidado oral frequente. Seu veterinário recomenda escovação diária, pois essa é a melhor maneira de manter a boca do seu bicho saudável. O uso de enxaguantes bucais também é possível, além de dieta para os dentes, aditivos na água e brinquedos de morder que mantém a boca limpa.

Lembre-se, quanto mais você cuidar da boca do seu animal, menos o seu veterinário terá de tratar eventuais problemas futuros.

 

TRATAMENTO: O QUE SEU VETERINÁRIO IRÁ FAZER

O profissional realizará um exame completo, físico e oral. Se notar sinais de problemas dentários, ele ou ela poderá recomendar um teste pre-anestésico, tais como exame de sangue, além de um eletrocardiograma para assegurar-se que seu bicho pode tomar anestesia, que será necessária. Assim, seu veterinário poderá diagnosticar a origem do problema e adotar medidas para resolvê-lo.

Tenha em mente que, problemas dentários sem tratamento têm sido apontados como origem de doenças mais sérias, cardíacas, hepáticas e renais. Então, se perceber mau hálito ou outros sintomas, marque uma consulta.

 

 

Cortesia do Dr. Scott Linick, FAVD, Plainfield Animal Hospital, South Plainfield, NJ

Socorro! Meu cão sofre de TOC?

Assim como ocorre com humanos, cães podem sentir compulsões que causam stress e ansiedade. A seguir, tudo que você precisa saber para lidar com esse comportamento

O Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) em humanos caracteriza-se por pensamentos repetitivos (obsessões) e atividades (compulsões) que geram estresse. Frequentemente, esses pensamentos não se baseiam na realidade, e o comportamento compulsivo interfere nas atividades de uma pessoa.

Acredita-se que a causa – no que se refere a seres humanos – seja multifatorial, e novos avanços tem sido obtidos, no que tange ao tratamento. Como é difícil descrever o pensamento de um cão, classifica-se a versão canina dessa desordem como TCC (Transtorno Compulsivo Canino). O TCC é considerado um bom parâmetro para o TOC. Diversos estudos apontaram paralelos entre as estruturas cerebrais de caninos e humanos afetados pela doença, e até mesmo genes correspondentes foram identificados.

Por exemplo, um comportamento que tem sido estudado é um fenômeno denominado “sucção lateral” *, que ocorre normalmente em doberman pinschers, quando o cão suga repetidamente uma área do corpo ao ponto de interferir em sua rotina. Da mesma forma que com as compulsões humanas, o ato é considerado um método de auto-apaziguamento. Algumas vezes, tais comportamentos são estereotipados, porque são repetitivos e não servem a nenhuma finalidade evidente.

Há outros exemplos, vários em cães de raça pura, que sugerem uma ligação genética. Os comportamentos são estereotipados, porque lhes falta um real propósito, ocorrem com freqüência, e podem impactar a qualidade de vida do animal.

O exame de Ressonância Magnética e outros métodos de diagnóstico têm demonstrado que há diferenças estruturais no cérebro de cachorros afetados, que parecem semelhantes àquelas que ocorrem em cérebros humanos.  Um estudo realizado em dobermans até restringiu o problema a um um gene especifico. Se você observou que seu cão apresenta comportamento repetitivo, é hora de recorrer ao veterinário. Como cães não falam, nenhuma informação deve ser omitida no momento do diagnóstico. O TCC só deve ser diagnosticado na ausência de outra síndrome veterinária conhecida.

É importante reconhecer o fato de que existem casos reais de TCC, e que animais afetados necessitarão de tratamento. Entretanto, é igualmente importante estar ciente de que, porque um cão não pode relatar seus pensamentos e comportamentos, é possível que esse comportamento esteja relacionado a uma causa diferente. Imagine que um cachorro esteja se movendo em círculos em decorrência de um problema neurológico, e o dono pense que se trata de TCC. O quadro pode evoluir para qualquer que seja a enfermidade neurológica que ocasionou o comportamento citado, e levar o animal afetado a óbito, pela falta de tratamento adequado.

Cães podem exibir um comportamento que pode ser confundido com TCC, como dores, contusões, problemas neurológicos, dermatológicos ou doenças metabólicas, e estes precisam ser examinados por um veterinário para eliminar a possibilidade da ocorrência de tais enfermidades. Seria uma tragédia se o tratamento para TCC fosse iniciado precocemente, antes de se verificar a existência de outras mazelas.

Por favor, leve seu cachorro ao veterinário se notar comportamentos repetitivos, pois independentemente da causa, seu animal merece tratamento.

 

 

 

Fonte: Kathryn Primm, MV